Silenciosos e quase sempre invisíveis, os cupins trabalham dia e noite consumindo tudo o que tem celulose — e a madeira é o seu alimento preferido. Portas, batentes, forros, móveis e estruturas de telhado podem ser comprometidos sem que o morador perceba. Quando a infestação não recebe o controle adequado, o prejuízo pode chegar à desvalorização de até 25% do imóvel, algo que preocupa proprietários de casas e empresas em Americana e região.
Que tipo de estrago os cupins provocam
Sem a intervenção de profissionais qualificados, uma colônia pode avançar sobre a estrutura de uma edificação e enfraquecer peças de madeira que sustentam o telhado, o piso ou as esquadrias. O dano é progressivo: começa pequeno, passa despercebido e, com o tempo, se transforma em uma reforma cara.
Nenhuma região do Brasil está livre desse risco. Em áreas urbanas com muitas construções próximas umas das outras, a chance de infestação é ainda maior, já que há mais madeira disponível e mais caminhos para os cupins se espalharem.
As espécies mais comuns nas construções
Cupim-de-madeira-seca – Cryptotermes spp.

Como reconhecer
- Larvas: cerca de 1 mm, de cor branca e aspecto translúcido.
- Soldados: aproximadamente 5 mm, com tórax e abdome claros e cabeça mais escura.
- Adultos: até 7 mm de corpo, chegando a 11 mm quando contamos as asas.
Como a colônia se forma
- Os adultos alados deixam o ninho em revoada. Depois de um voo curto, pousam e perdem as asas. É nessa fase que recebem os nomes populares de siriris ou aleluias.
- Formado o casal, macho e fêmea buscam um abrigo adequado — como uma cavidade em uma peça de madeira seca — e começam a escavar uma galeria.
- O acasalamento só acontece depois que o ninho é vedado e continua ao longo de toda a vida da colônia.
- O crescimento é lento: no primeiro ano, o casal real pode gerar apenas 3 ou 4 larvas.
- Com o desenvolvimento, as larvas se tornam operárias, soldados ou novos alados.
Comportamento
- Atacam madeira seca, inclusive peças estruturais das edificações.
- Consomem a madeira em todas as direções até deixar um grande espaço oco por dentro, enquanto a superfície continua parecendo intacta.
- O sinal mais típico são as pequenas bolinhas expelidas por furinhos na madeira atacada.
Cupim subterrâneo – Coptotermes gestroi

Como reconhecer
- Medem entre 5 e 10 mm.
- Têm corpo largo e esbranquiçado, com a cabeça em tom castanho.
Reprodução
- Uma rainha é capaz de colocar vários milhares de ovos em um único dia.
- O rei tem tamanho só um pouco maior que o dos demais cupins e acasala com a rainha durante toda a vida.
- Os machos comuns da colônia morrem logo após o acasalamento, enquanto os machos alados se tornam reis e vivem junto às rainhas.
Comportamento
- Fazem os ninhos no solo e dependem muito de umidade.
- Como desidratam com facilidade em contato com o ar, constroem túneis de terra para se deslocar em busca de alimento.
- Esses túneis sobem por paredes e estruturas até alcançar madeira ou outras fontes de celulose, que os cupins conseguem digerir graças aos protozoários presentes em seu sistema digestivo.
Quando o cupim come até dinheiro
Em março de 2021, uma notícia curiosa circulou em vários jornais. Um fazendeiro indiano chamado Bijli Jamalayya passou anos guardando dinheiro para construir sua casa. Sem conta em banco, deixava as notas em uma caixa de madeira. Quando foi conferir as economias, encontrou tudo destruído pelos cupins: quase meio milhão de rúpias, cerca de R$38 mil na época.
O caso mostra como esses insetos são eficientes. As espécies do gênero Cryptotermes transformam rapidamente em alimento qualquer material que contenha celulose. A lista vai muito além dos móveis: livros, revistas, papelão, documentos, cédulas, plantas e até roupas de algodão podem ser atacados.
Curiosamente, o cupim não consegue digerir a celulose por conta própria. Para extrair energia dessas moléculas, ele depende das celulases, enzimas que quebram a celulose e que são produzidas por microrganismos simbióticos que vivem em seu intestino.
São mais de 300 espécies diferentes desses microrganismos, pertencentes aos grupos Archaea, Bacteria e Eukarya. É esse processo de digestão que resulta naquele pozinho encontrado sob portas e guarda-roupas infestados — o principal alerta de que o imóvel precisa de descupinização com urgência.
Descupinização: a solução de verdade
Uma colônia de cupim-de-madeira-seca pode sobreviver por cerca de 10 anos escondida dentro da madeira, em lugares inesperados como molduras de quadros, portas, caixas e peças antigas. Novas estruturas costumam ser infestadas depois da revoada dos alados (siriris ou aleluias), que abandonam a colônia de origem para fundar outra — fenômeno que geralmente acontece com a chegada da primavera.
Remédios caseiros e produtos de prateleira dificilmente chegam ao núcleo da colônia. Por isso, a descupinização profissional é o caminho mais seguro para proteger o seu patrimônio.
A Detecta, com 35 anos de experiência em controle de pragas urbanas, atende Americana, Santa Bárbara d’Oeste, Nova Odessa, Sumaré, Piracicaba e Limeira com soluções sob medida para residências e empresas. Fale com a unidade Americana pelo WhatsApp (19) 97161-5392 ou pelo e-mail contato@detectaamericana.com.br.
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