Clima quente é sinônimo de formigas. Como a maior parte das espécies prefere temperaturas elevadas, o interior paulista — incluindo Americana e região — oferece condições ideais para esses insetos prosperarem.
O incômodo começa quando elas entram em casa, no restaurante ou na empresa. E há um agravante: não temos como saber por onde aquelas formigas passaram antes de chegar ao açucareiro. Elas circulam por vários ambientes atrás de comida, sempre em grupo, seguindo trilhas que são marcadas e orientadas por feromônios.
Curiosidade: algumas aves abrem as asas sobre um formigueiro para que as formigas subam nelas. A explicação mais aceita é que o ácido fórmico liberado pelas formigas ajuda as aves a se livrarem de parasitas.
Cerca de 15.000 espécies no mundo: conheça as mais comuns no Brasil
Formiga lava-pés ou formiga-de-fogo – (Solenopsis spp)

Como reconhecer
- É a famosa lava-pés.
- A cor depende da espécie: amarelada, avermelhada, marrom-clara ou escura.
- As operárias são polimórficas, ou seja, têm tamanhos diferentes.
- Têm ferrão e injetam um veneno que provoca alergia no local da picada e, em pessoas mais sensíveis, pode levar a choque anafilático.
- Costumam fazer ninhos ao ar livre, às vezes com montinhos de terra solta (murundus).
- Quando o ninho fica em área interna, é comum ver terra solta ao lado.
- Alimentam-se de quase tudo (onívoras).
Formiga carpinteira – (Camponotus spp)

Como reconhecer
- Popularmente chamada de sará-sará ou sarará.
- A cor vai do amarelo ao preto.
- É polimórfica.
- Tem um anel de pelos na ponta do gáster.
- A cintura possui um único nó.
- Libera ácido fórmico e pode morder se for incomodada.
- A maioria sai à noite, mas algumas buscam alimento durante o dia.
- Faz ninhos em madeira, árvores vivas ou mortas, troncos, tocos e frestas do piso.
- Dentro dos imóveis, forma ninhos satélites (sem rainha) em peças de madeira, aparelhos eletrônicos e até em geladeiras e fogões.
- É onívora.
Formiga louca – (Paratrechina spp)

Como reconhecer
- Também é chamada de formiga cuiabana.
- Cor entre o marrom-escuro e o preto.
- É monomórfica: todas as operárias têm o mesmo tamanho, de 3 a 4 mm.
- Tem um segmento na cintura, e o escapo da antena mede o dobro da altura da cabeça.
- Faz ninhos tanto dentro quanto fora dos imóveis.
- Forma trilhas longas e largas, com as operárias andando de forma desordenada — daí o apelido de “louca”.
- As colônias reúnem muitas operárias.
- É onívora.
Formiga fantasma – (Tapinoma melanocephalum)

Como reconhecer
- Cabeça e mesossoma mais escuros; pernas e gáster amarelados.
- É monomórfica.
- É poligínica, isto é, a colônia tem várias rainhas — um detalhe que pesa muito no controle.
- Tem apenas um segmento na cintura.
- As operárias medem cerca de 2 mm.
- Os ninhos ficam principalmente em áreas internas: frestas, fendas, eletrônicos, conduítes e vasos.
- Espalha-se pela divisão das colônias.
- Tem preferência por alimentos doces.
Formiga faraó – (Monomorium spp)

Como reconhecer
- Cor marrom-amarelada.
- É monomórfica.
- A cintura tem dois segmentos.
- Mede por volta de 2 mm.
- Os ninhos costumam ficar dentro dos imóveis: batentes de portas e janelas, eletrônicos, conduítes e frestas.
- É onívora, mas tem predileção por alimentos ricos em proteína.
Formiga cabeçuda – (Pheidole spp)

Como reconhecer
- A cor muda conforme a espécie, geralmente entre o marrom-escuro e o claro.
- É polimórfica.
- Os soldados têm a cabeça bem maior que a das outras operárias.
- A cintura tem dois segmentos.
- Os três últimos segmentos da antena são maiores que os demais.
- Faz ninhos dentro e fora dos imóveis, em frestas do solo, calçadas, paredes, azulejos e eletrônicos.
Nem toda formiga é praga
Por aqui, costumamos falar das formigas que viram pragas urbanas — as que invadem a cozinha ou acabam com as plantas do jardim — e de como tirá-las desses ambientes.
Mas vale lembrar que muitas formigas não são pragas, e o lugar onde elas estão muda completamente a forma de lidar com elas.
De modo geral, esses insetos são muito importantes para diversos cultivos. Um grupo em especial é bastante estudado por esse papel na natureza: as formigas cortadeiras.
O nome formiga-cortadeira pode se referir a qualquer uma de 47 espécies de formigas mastigadoras, presentes hoje em diversas partes do mundo.
Em geral, elas pertencem a dois gêneros: Atta e Acromyrmex. No Brasil, as do gênero Atta recebem o nome popular de saúvas.
As saúvas praticam uma forma de agricultura há milhares de anos — muito antes de os seres humanos existirem. Elas cultivam um fungo que cresce sobre folhas cortadas de certas plantas, e por isso também são chamadas de formigas fúngicas.
Hoje, diversas pesquisas estudam as formigas como indicadores biológicos: elas ajudam a medir o grau de degradação de um ambiente, a conservação da biodiversidade e a recuperação de ecossistemas.
Por isso, fazemos questão de reforçar:
A Detecta trabalha com as estratégias mais eficientes para afastar e eliminar insetos e animais que ameaçam a saúde humana, sempre de acordo com boas práticas ambientais, preservando a vida e a biodiversidade. Com 35 anos de experiência, atendemos Americana, Santa Bárbara d’Oeste, Nova Odessa, Sumaré, Piracicaba e Limeira. Fale com a unidade Americana pelo WhatsApp (19) 97161-5392 ou pelo e-mail contato@detectaamericana.com.br.
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